A psicanálise que interessa os contemporâneos é forçosamente uma psicanálise que se interessa por eles. Já não nascemos, vivemos e morremos mais como há alguns escassos anos atrás. O sujeito sente hoje maior dificuldade a se dirigir a um psicanalista capaz de escutar devidamente o que teria para dizer livremente sobre a sua singularidade; e vários obstáculos têm surgido no caminho da psicanálise que podia ser o pulmão artificial de uma humanidade cada vez mais sufocada pelos poderes que poluem o ambiente. São algumas saídas possíveis deste novo mal-estar na civilização que o leitor pode encontrar neste n.º 4 da série “Desassossegos”.

Entretanto o Covid 19 veio desassossegar a humanidade. Como não podia deixar de ser, a pandemia que provocou à escala global atingiu também as actividades psicanalíticas. O Congresso da Associação Mundial de Psicanálise foi adiado, as acções das Escolas e grupos praticamente suspensas, e, regra geral, o quotidiano de cada análise interrompido ou substituído por sessões online. Depois de termos abordado a era digital no n.º 3 da nossa revista, vemos agora o real viral vir abalar a sua ordem simbólica. Em breve falaremos deste assunto.

Desassossegos N 04

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